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Confucio,
também conhecido como K'ung Ch'iu (Mestre
Kong), nasceu em meados do século VI (551
a.C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado
de Lu, hoje Shantung. Este estado é
denominado de "terra santa" pelos
chineses. A família de Confucio estava longe
de ser abastada, embora seja dito que ele
tinha descendência aristocrática. O seu pai,
Shu-Liang Hê, outrora magistrado e guerreiro
de certa fama, tinha setenta anos quando casou
com a mãe de Confucio, uma jovem de quinze
anos chamada Yen Chêng Tsai, que diziam ser
descendente de Po Ch'in, o filho mais velho do
Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.
Dos
onze filhos, Confucio era o mais novo. Quando
tinha três anos de idade o seu Pai morreu,
sendo então obrigado a trabalhar desde muito
novo para ajudar no sustento da família. Aos
quinze anos, resolveu dedicar suas energias à
busca do conhecimento. Em vários estágios de
sua vida empregou suas habilidades como
pastor, vaqueiro, funcionário e
guarda-livros. Aos dezanove anos casou-se com
uma jovem chamada Chi-Kuan. Apesar de se
divorciar alguns anos depois, Confucio gerou
um filho, K'ung Li, que nasceu um ano após
seu casamento, e uma filha.
Confucio
viveu numa época em que a China se encontrava
dividida em estados feudais que lutavam pela
supremacia do poder, estas guerras eram
seguidas de execuções em massa, soldados
eram pagos para trazer as cabeças dos seus
inimigos. Populações inteiras eram dizimadas
através da decapitação de mulheres, crianças
e velhos, o numero de mortes era assustador. A
longa e complexa história política do povo
provocou a desunião e diversidade, que
estavam reflectidos nas características
sociais e culturais da Dinastia Chou. A
renascença social e moral advogada por
Confucio não tinha aprovação universal,
principalmente nos círculos de poder, e seu
ardente desejo era um posto governamental. Foi
então que aos trinta anos ele deixou Lu e
viajou para o Estado de Ch'i em companhia do
Duque Chao, que fugia por ser o perdedor de
uma dura luta política.
Aos
51 anos de idade foi indicado como funcionário
chefe da cidade de Chung Tu e, pelo seu
desempenho chegou a ser promovido ao posto de
Oficial dos Serviços Públicos, e depois, ao
de Grande Oficial da Justiça em sua província.
Aos 55 anos partiu numa jornada de treze anos
visitando os estados vizinhos e falando aos
senhores feudais sobre suas ideias. Foi
recebido como um erudito, mas nenhum dos
governantes pensou em colocar essas ideias em
prática. Confucio acreditava que a implementação
de seus pontos de vistas pelo governo
estabeleceria a utopia do "estado como um
bem público", e prepararia o caminho
para paz entre os homens.
Regressou
a sua terra natal quando tinha 68 anos, onde
continuou a dedicar-se ao ensino de um grupo
de discípulos. A escola privada, fundada por
Confucio, cresceu a ponto de ter 3.000 alunos,
dos quais setenta e dois eram os seus discípulos
mais eruditos. Ele tentou transformá-los em
Jens, seres humanos perfeitos que praticassem
o exercício do amor e da bondade. Segundo
seus preceitos, a sociedade humana deve ser
regida por um movimento educativo, o qual
parte de cima, e equivale ao amor paterno, e
por outro de reverência, que parte de baixo,
como a obediência de um filho. O
Confucionismo considera o homem bom e
possuidor do livre arbítrio, sendo a virtude
sua recompensa. O único sacrilégio é
desobedecer a regra da piedade.
Segundo
a história, Confúcio morreu em 479 a.C.,
velho, desapontado, mal sucedido e murmurando:
“A
grande montanha terá que desmoronar! A forte
viga terá que quebrar! O homem sábio murcha
como a planta! Não existe ninguém no império
que me queira como mestre! Meu tempo de morrer
chegou.”
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